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Você sabe como começou o dia das mães?

Você sabe como começou o dia das mães?

Possíveis caminhos remontam até a Antiguidade, onde na Grécia, eram feitas homenagens a mãe dos deuses, Reia. Já os ingleses, no século XVI, costumavam presentear suas mães, no quarto domingo de quaresma. Mas a tradição atual do dia das mães vem dos Estados Unidos de uma ação muito maior do que apenas presentear mães.

Ann Marie Reeves, era mãe e ativista e no ano de 1858, já organizava grupos para melhorar as condições sanitárias e de saúde em sua comunidade. O Mother´s Day Work Club (Clube do Dia das Mães) trabalhava afim de melhorar a qualidade de vida das crianças, que dificilmente passavam para idade adulta, devido à epidemias. A própria Ann teve um total de 12 filhos e apenas 4 deles chegaram avida adulta.

Além de ensinar sobre educação sanitária e saúde, o clube também arrecadava dinheiro para ajudar famílias mais pobres a pagarem por medicamentos e proviam de casas para tratar mães que possuíssem alguma doença. Durante a guerra Civil Americana, a missão do clube era ajudar os soldados feridos. A liderança de Ann Marie foi parte fundamental, sua decisão foi manter o clube isento dos conflitos e focar na assistência dos feridos e prover comida e roupa aos soldados, independente de que lado do conflito eles estavam. Após a guerra o grupo continuou, com a missão de manter a paz em sua comunidade, que estava separada pelo conflito.

Após a morte de Ann Marie, uma de suas filhas, Anna Jarvis decidiu honrar a história de sua mãe e todo segundo domingo do mês de maio seria comemorado o dia das mães. Infelizmente, depois de alguns anos vendo que esse dia tornou-se apenas mais uma data, Anna tentou fazer com que esse dia não fosse mais comemorado, pois havia se tornado apenas algo supérfluo. Em que, filhos davam as suas mães cartões que pouco explicavam o grande significado do que é ser mãe e o que esse dia representava. Ela, porém, não obteve sucesso pois a data já tinha se espalhado e o Dia das Mães, se tornou uma tradição que se espalhou para o mundo.

Mães Habits

Como Anna pensava, escrever um texto e citar palavras sem sentimento, não é o que esse dia realmente representa, muito menos a associação entre mulher e concepção. Ser mãe é sobre cuidado, é sobre impulsionar e fazer o melhor para aqueles que você cuida.

Então nós da Incubadora Habits, queremos nesse Dia das Mães exaltar as mulheres poderosas de nossa equipe que além de fazer parte do projeto de criação da nossa incubadora, dão todo o suporte necessário que nos ajuda e nos impulsiona.

A Profa. Dra. Luciane Meneguim Ortega possui graduação em Economia (UFMS/1995) e graduação em Administração de Empresas (UNIDERP/1993), mestrado em Engenharia de Produção (UFSCar/1998) e doutorado em Engenharia Mecânica (USP – Universidade de São Paulo/2001). Atualmente trabalha na Agência USP de Inovação e é uma das responsáveis pela gestão da Habits.

Também uma mãe Habits, Luciane tem uma filha de 10 anos, fizemos essa entrevista para entender melhor a relação entre ser mãe e ser empreendedora.

Entrevistadora: Você faz parte da equipe habits a quanto tempo?

Luciane Ortega: A incubadora Habits foi meu projeto de entrada na Usp. Idealizei uma incubadora dentro do campus, escrevi o projeto e fui atrás de colocar meu sonho em pé!

E: Você foi uma das pessoas que ajudou a Habits se estabelecer e até hoje ajuda a impulsionar os projetos, certo?

L.O: Como disse a Habits foi meu projeto quando entrei na each. Desde correr atrás de um edital para conseguir dinheiro afim de construir o prédio, até redigir regimento e modelo de governança… uma linda caminhada empreendedora dentro de uma Universidade Publica.

E: Em um consenso mais geral, a palavra mãe é apresentada como sinônimo de criação, cuidado e apoio, dessa forma podemos dizer que você é uma mãe Habits?

L.O: Com toda certeza a Habits foi concebida de um sonho que eu tinha e este projeto é minha paixão!

E: Você tem filhos ou filhas?

L.O: Sim tenho uma filhinha linda de 10 anos – Maitê

E: O fato de você ser mãe alguma vez foi um obstáculo em meios de trabalho?

L.O: Ser mãe é uma grande benção de Deus e nunca foi obstáculo. Maitê tinha número Usp com 3 meses de idade. Vinha comigo para a universidade e várias funcionárias do campus seguraram ela no colo enquanto eu dava aulas… tudo é administrável – ser mãe e ser profissional é um casamento que da super certo se tiver amor pelas duas causas!

E: Você acha que por ser mulher as pessoas esperam um lado maternal seu?

L.O: Por ser mãe não acredito que esperem isto de mim. Acredito que esperam sim conhecimento, respeito mútuo, paixão pelo que faz e ética!

E: Obrigada!

A Profa. Dra. Jane Aparecida Marques, é Doutora em Ciências da Comunicação pela ECA-USP, Mestre em Ciências da Comunicação pela ECA-USP e Bacharel em Português pela FFLCH-USP e atualmente atua como docente na EACH-USP. Ela foi uma das professoras que ajudou na consolidação da nossa incubadora.

Com o grande carinho que temos por ela, realizamos uma entrevista para entender melhor o que é ser uma mãe Habits.

Entrevistadora: Há quanto tempo você está na Habits?

Jane Marques: Faço parte da implantação da Incubadora, em 2012 ela começou a ser organizada, ainda era um projeto quando eu me envolvi com a ideia de termos uma Incubadora aqui (EACH-USP). Então eu estou desde antes, formalmente ela começa no início de 2012 ou 2013.

E: Você foi uma das pessoas que ajudou a habits se estabelecer e até hoje ajuda a impulsionar os projetos, certo?

J.M: SIM!

E: Como foi essa experiência?

J.M: Bem interessante, porque desde o início eu faço parte do conselho diretivo, mas também há um comitê de acompanhamento e eu também faço parte deste comitê. O comitê de acompanhamento é quem gerencia e vivencia a rotina e toda parte administrativa e eu assumi essa parte porque era mais fácil pra mim, eu sempre trabalhei com gestão de grandes projetos. Então foi bem tranquilo assumir esse trabalho na Incubadora.

E: Em um consenso mais geral, a palavra mãe é apresentada como sinônimo de criação, cuidado e apoio, dessa forma podemos dizer que você é uma mãe Habits?

J.M: Sim. Que bonito! (Risos)

E: Como é ser uma mãe habits?

J.M: No fundo eu acho que as vezes me controlo um pouco, porque senão eu vou lá pra opinar em tudo. Ultimamente conversei muito com o Geraldo, porque estavam criando um esquema de mentoria dos internos da Habits, porque assim, eu acho muito preocupante se eu sei que tem gente trabalhando conosco que está com dificuldades no curso ou reprovando uma disciplina ou pendurado por faltas, isso não dá. Então eu me sinto um pouco corresponsável, se vocês estão conosco, a gente deveria dar esse suporte também e eu me coloquei a disposição para fazer essa mentoria e me afastar um pouco da parte administrativa e cuidar mais de cada um. É meu jeito!

E: Você tem filhos ou filhas?

J.M: Não.

E: Você já passou por alguma dificuldade no mercado de trabalho por ser mulher?

J.M: Olha, não de forma evidente, mas a gente sabe que tem distinções até para ingressar na universidade, onde devia ser um universo mais plural, desde as provas de ingresso eu lembro de ser uma única mulher e dois rapazes e de pensar que eu não teria chance, muitas vezes a gente se coloca nessa posição e é um problema que a gente vem carregando de vários anos e de várias gerações. Um pouco de um mindset que está meio estabelecido e a gente acha que não vai dar certo e não vai conseguir, mas eu pensei, eu vou até o fim, porque não?

Também uma característica das equipes com que trabalhei, tinham mais homens e eu acabava tento mais um olhar de cuidado da parte deles ou talvez porque eu realmente cuidasse um pouco mais, eles tinham um grande respeito por mim, acho que isso me ajudou muito.

E: Você acha que por ser mulher as pessoas esperam um lado maternal seu?

J.M: Eu acho que sim, existe esse apelo e as pessoas esperam isso. Mas eu sinto que as vezes eu sou muito dura, muito assertiva, então quando eu quero falar algo eu falo de uma vez, eu não fico medindo…

(E: É sem massagem.)

…sem massagem, e aí algumas pessoas estranham, elas esperam uma postura tranquila, mais meiga, mais calma e não é meu ritmo. Até mesmo para dar aulas eu sinto que já dosei um pouco de como eu respondo, eu tenho dificuldade as vezes de me colocar e é algo que eu venho trabalhando a muito tempo porque eu sentia que os alunos assustavam.

E: Um feliz dia das mães, da família Habits para você.

J.M: Muito obrigada senhores

Mensagem Habits

Nesse dia das mães a Habits deseja a todas as mulheres que se empenham em cuidar, construir e impulsionar futuros, todo o reconhecimento por tudo que vocês, mães desse Brasil, fazem por nós. Obrigada!

“e se

não houver tempo o suficiente

para oferecer o que ela merece

será que

se eu implorar para os céus

a alma da minha mãe

pode voltar como a de minha filha

para que eu ofereça

o apoio que ela me ofereceu

a vida inteira”

-rupi kaur

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